Máscaras contra a Covid-19

O mercado tem vários tipos de máscara, algumas de alto padrão, feitas para profissionais de saúde, mas você poderá usar mascaras caseiras para se proteger ao máximo contra a contaminação pelo Coronavírus.

Os Tipos de Máscara

Começando a falar sobre as caseiras, bastará ser feita com tecido de malha muito fina, e com duas camadas desse tecido. Isso já servirá, desde que ela tenha um tamanho adequado para o seu rosto: as máscaras – qualquer uma – devem cobrir o nariz e o queixo, e ficar o máximo possível grudado ao seu rosto. Impedir que o ar entre pelas laterais da máscara, ou deixar o nariz de fora, simplesmente não protege nada.

Nem pense em usar aquelas de tricô ou crochê, simplesmente não impede nenhum vírus de passar batido pela malha tão aberta deste tipo de máscara.

Mas há as máscaras especiais, que seguem o padrão internacional PFF2 ou o N95 (que na verdade é o mesmo padrão, sendo o N95 usado pelos EUA, enquanto na Europa e no Brasil se usa o PFF2).

As máscaras PFF2 ou N95 podem alcançar cerca de 80 a 90% de eficiência contra a passagem do vírus. As feitas em casa com tecido certo e bem ajustada ao rosto, podem chegar a pelo menos 60% de eficiência.

Cuidado para não adquirir uma máscara do padrão KN95. Ela é feita na China, e não foram aprovadas pela Anvisa

Como Usar uma Máscara

O uso correto da máscara é parte primordial para ter uma proteção que seja a mais efetiva possível. Sem esses cuidados abaixo, sua proteção pode chegar próxima do ZERO. Confira algumas dicas:

  1. Use sempre que estiver recebendo uma visita em sua casa, principalmente se não forem conhecidos – como prestadores de serviço
  2. Use sempre que sair de casa, mesmo se for apenas andar pelo quarteirão (aliás isso é obrigatório no Brasil)
  3. Não use uma máscara quando ela ficar úmida – mesmo que não chegar a ficar úmida, troque-a se ficar com ela por mais de 4 horas
  4. Tente não ficar tocando na máscara, principalmente se você estiver num lugar com muita presença de público (hospitais, terminais, shoppings, transporte coletivo, lojas, etc), para não trazer o vírus direto para sua máscara
  5. Se puder lave a máscara a cada 10 horas de uso
  6. Se não puder – ou quiser – lavar, deixe-a pendurada num varal, na parte externa ou o mais próximo disso em sua casa, por pelo menos 3 horas. Nunca molhe ela ou passe sprays, mesmo que sejam produtos antissépticos
    1. para usar produtos desse tipo, só se deixar a máscara de molho por pelo menos 30 a 40 minutos, e depois secá-la num varal

E não se esqueça, não é hora de economizar com sua saúde. Se a máscara lacear, rasgar, ou sofrer qualquer dano, jogue-a fora (conforme as recomendações da prefeitura de tua cidade). Você não quer chegar a ficar internado num hospital, com risco de sérios problemas de saúde, ou mesmo ir a óbito, só porque quis economizar uns trocados!

Espionagem cibernética chinesa em alta

A espionagem cibernética por criminosos chineses em nações vizinhas está em ascensão. Uma série de campanhas que começaram em 2014 e provavelmente estão focadas na coleta de informações de defesa de países vizinhos, foram ligadas a um aparato de inteligência militar chinês.

Em um amplo relatório publicado pela Recorded Future, com sede em Massachusetts, esta semana, a empresa de segurança cibernética Insikt Group disse que identificou laços entre um grupo que rastreia como “RedFoxtrot” com a Unidade 69010 do Exército de Libertação do Povo (PLA) operando fora de Ürümqi, capital da Região Autônoma Uigur de Xinjiang na China.

Anteriormente chamado de “Lanzhou Military Region’s Second Technical Reconnaissance Bureau”, a Unidade 69010 é uma unidade militar “cover” para o Gabinete de Reconhecimento Técnico (TRB) dentro do Departamento de Sistemas de Rede (NSD) da Força de Apoio Estratégica (SSF) da China.

A conexão com a Unidade 69010 do PLA decorre do que os pesquisadores disseram ser “medidas de segurança operacional frouxas” adotadas por um suspeito de ameaça não identificado do RedFoxtrot, cuja persona online revelou o endereço físico do escritório de reconhecimento e tem um histórico de afiliação ao antigo PLA Academia de Comando de Comunicações em Wuhan.

RedFoxtrot é conhecido por ter como alvo os setores de governo, defesa e telecomunicações na Ásia Central, Índia e Paquistão, com intrusões nos últimos seis meses dirigidas contra três empresas contratadas para serviços aeroespaciais e de defesa indianos, bem como grandes provedores de telecomunicações e agências governamentais no Afeganistão, Índia, Cazaquistão e Paquistão.

“A atividade durante este período mostrou um foco particular nos alvos indianos, o que ocorreu em um momento de intensas tensões na fronteira entre a Índia e a República Popular da China”, disseram os pesquisadores.

Ataques encenados pelo adversário envolveram uma variedade de ferramentas de código aberto e fechado que foram compartilhadas por grupos de espionagem cibernética chineses, incluindo PlugX, Armador Royal Road RTF, QUICKHEAL, PCShare, IceFog e Poison Ivy RAT.

Além disso, os domínios registrados pelo RedFoxtrot – “inbsnl.ddns [.] Info” e “adtl.mywire [.] Org” – sugerem que o ator da ameaça pode ter voltado seus olhos para o provedor de serviços de telecomunicações indiano Bharat Sanchar Nigam Limited (BSNL) e uma empresa sediada em Bengaluru, chamada Alpha Design Technologies Limited (ADTL), especializada em pesquisa e desenvolvimento de sistemas de mísseis, radares e satélites.

O desenvolvimento vem mais de três meses depois que outro grupo de ameaças vinculado à China, apelidado de RedEcho, foi descoberto visando a rede elétrica da Índia, incluindo uma usina gerida pela National Thermal Power Corporation (NTPC) e Power System Operation Corporation com sede em Nova Delhi.

Coronavírus: Quanto tempo o vírus sobrevive?

Uma das maiores dúvidas que aparece para todas as pessoas é saber quanto tempo o Coronavírus que causa a Covid-19 sobrevive ao ar livre ou dentro de casa.

A primeira resposta vale para qualquer tipo de vírus: há proporções dependendo de a superfície estar ao ar livre, ou dentro de uma habitação (seja escritório, casa, etc). O vento, a temperatura, os raios solares presentes, e até a umidade do ar.

Fica óbvio que em áreas externas, principalmente com sol ou chuva, os vírus – qualquer vírus – sobrevivem muito menos tempo que os mesmos vírus, dentro de um local fechado, principalmente se o ar estiver com circulação restrita (portas e janelas fechadas).

No geral ao ar livre o tempo médio de vida dos vírus é esperado ser inferior à 10% do mesmo que esteja em ambiente fechado. Exemplo: se um vírus X que esteja num piso de lajota dentro de casa sobrevive por 5 horas, fora, ao ar livre, não deve sobreviver nem 1/2 hora.

Alguns estudos que foram feitos especificamente com relação ao Coronavírus, mostraram que além dessa situação, o próprio Coronavírus sobrevive de forma diferente, dependendo da superfície em que ele se depositar.

Tabela de sobrevida do Coronavírus

Tipo de SuperfícieAo Ar LivreÁrea Fechada
Plástico7:30 horas72 horas
Aço inoxidável5 horas48 horas
Papelão3 horas24 horas
Cobre25 minutos4 horas
Piso cimento20 minutos3 horas

Cuidado na hora de tomar ônibus ou metrô

Estudos mostram que os terminais de ônibus e metrô são os locais onde há maior perigo de contaminação pela Covid-19. O último estudo nesse sentido foi feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Nesse estudo ficou demonstrado que os terminais de ônibus e metrô superam outros locais (como unidades de saúde, parques públicos, mercados, praias e centros de distribuição de alimentos) como fontes de maior potencial de transmissão do Coronavírus.

Foram coletadas 400 amostras no total, sempre em superfícies onde a população mais toca com as mãos, como maçanetas, torneiras, vasos sanitários, interruptores de luz, leitores de biometria, além de catracas e corrimãos. As coletas foram feitas sempre em locais de grande movimentação de pessoas, e as amostras foram submetidas aos exame padrão ouro para detecção do novo coronavírus, o RT-qPCR.

Resultados

  1. No total foi confirmada a presença do Sars-CoV-2 em 24% das amostras*.
  2. Das amostras positivas, 48,7% delas foram encontradas em terminais de ônibus e metrô.
  3. Em segundo lugar ficaram as unidades de saúde, com 26,8%,
  4. Seguidas pelos parques públicos, com 14,4%.
  5. Mercados públicos e praias ficaram empatados com 4,1%.

(*) Importante ressaltar que não foi detectado vírus ativos nos exames – porém em algum momento ele esteve ativo naqueles locais, o que demonstra serem ambientes onde há mais gente infectada circulando.

Bom aqui podemos comprovar que as praias não são um ponto de risco sério para contaminação, ao contrário dos ônibus e metrô sempre lotados no Brasil (em oposição aos dos países europeus, onde os ônibus são muito mais usados – que os carros particulares – mas mesmo assim não lotam como aqui.

Pontos críticos

Nos terminais os corrimãos e os caixas eletrônicos foram os locais com maior presença do vírus.

Superfícies mais suscetíveis

O vírus foi encontrado com maior frequência nas superfícies metálicas (46,3%) que nas plásticas (18,5%), seguido das superfícies de madeira (12%), pedra (10%), concreto (9%), vidro (2,2%) e outros (2%).

Cuidados Recomendados

  1. Para reduzir os riscos de contaminação, as medidas essenciais são usar máscara, lavar sempre as mãos, higienizar as mãos com álcool gel 70%, não tocar olhos, boca e nariz com as mãos.
  2. Nos banheiros desses locais, ou qualquer banheiro público, use um lenço ou toalha de papel para abrir e fechar as torneiras.
  3. Se possível, evitar os horários de pico e sempre esperar um veículo mais vago (infelizmente isso, aqui, não é muito viável – então atenção máxima).
  4. Na fila de espera, respeitar a marcação indicada nas filas de embarque para evitar maior risco de contaminação.

Etiqueta a ser lembrada sempre, em qualquer lugar:
Ao tossir ou espirrar, faça-o na parte interna do cotovelo (se estiver com nariz escorrendo, utilize lenço descartável).

Inverno, risco maior para a Covid-19

As baixas temperaturas do inverno, que no hemisfério Sul vai do dia 21 de junho até o dia 22 de setembro, exigem cuidados especiais para não contrair doenças respiratórias, incluindo a Gripe Influenza e a Covid-19. Com o frio, as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, o que aumenta o risco de infecção.

Pouca ventilação:

Como as janelas e portas costumam ficar mais fechadas, a ventilação nos ambientes é menor, o que pode facilitar a contaminação pelos vírus. Evite ambientes com pouca ventilação, como supermercados e restaurantes. Se não for possível, use corretamente a máscara e higienize as mãos com álcool em gel, água e sabão.

Diminuição da imunidade:

O frio faz com que nosso metabolismo acabe diminuindo em algumas áreas do corpo, e uma delas são as vias aéreas, isso para dedicar mais energia na manutenção da temperatura do restante do corpo. Com isso, a potência do sistema imunológico é reduzida.

Hidratação:

Manter uma boa hidratação corporal, com a ingestão de líquidos e chás, e uma alimentação balanceada, rica em vitaminas, ajudam a manter a imunidade em alta.

Lavagem nasal:

O nariz é o local do corpo mais suscetível à infecção por vírus e bactérias, já que é por ele que os organismos entram no corpo. Uma das formas de evitar doenças respiratórias é a lavagem nasal com soro fisiológico. Com as vias aéreas limpas e úmidas aumenta o bloqueio da passagem do vírus das vias aéreas superiores para as inferiores e pulmão.

Protocolos de segurança:

Com a pandemia ainda em estado de atenção, os protocolos de segurança devem ser mantidos mesmo por quem já tomou as duas doses da vacina: usar máscara facial, lavar as mãos com água e sabão com frequência – se estiver num local sem banheiro higienizar com álcool gel 70% -, e manter o distanciamento social de mais de 1 metro.

Sintomas parecidos:

Como os sintomas de gripe podem ser confundidos com os da Covid-19, é recomendado tomar a vacina contra a Influenza para reforçar as defesas do organismo. A vacina contra a gripe é recomendada para toda pessoa a partir de seis meses de vida, principalmente aquelas de maior risco para infecções respiratórias, que podem ter complicações e contrair a forma mais grave da doença.

Intervalo entre as Vacinas:

Como a campanha de vacinação contra a gripe está ocorrendo no Brasil ao mesmo tempo que a imunização contra a Covid-19, a orientação do Ministério da Saúde é priorizar a vacina contra a Covid-19 e só 14 dias depois receber a dose do imunizante contra a Influenza.

Interessante é que vi pessoas que adiaram tomar a vacina contra a Covid-19 porque tinham tomado a da Influenza antes.
Só para saber escolher melhor: No Brasil a taxa de mortalidade da Gripe Influenza está em 0,22 (por 100 mil), portanto morrem cerca de 4.724 pessoas por ano. Já a taxa de mortalidade da Covid-19 é de 246,5 (por 100 mil), portanto morrem 518.066 – de qual você precisa se proteger primeiro? Acho que não sobram dúvidas, não é?

Dados coletados em 30/07/2021

A Vacina contra a Covid-19

As vacinas são uma ferramenta crítica na batalha contra o COVID-19, e vacinar é uma das melhores maneiras de proteger a si mesmo e aos outros do COVID-19.

Vacinar é mais seguro do que se infectar

As vacinas treinam nosso sistema imunológico para reconhecer o vírus alvo e criar anticorpos para combater a doença sem contraí-la a doença em si. Após a vacinação, o corpo está pronto para combater o vírus se ele for posteriormente exposto a ele, prevenindo assim Doença.

A maioria das pessoas que estão infectadas com SARS-CoV-2, o vírus que causa o COVID-19, desenvolvem uma resposta imune nas primeiras semanas, mas ainda estamos aprendendo o quão forte e duradoura é essa resposta imune, e como ela varia entre as diferentes pessoas.

As pessoas que já foram infectadas com SARS-CoV-2 ainda devem ser vacinadas, a menos que seja informada o contrário pelo seu profissional de saúde. Mesmo que você tenha tido uma infecção anterior, a vacina age como um reforço que fortalece a resposta imune. Houve também alguns casos de pessoas infectadas com SARS-CoV-2 por uma segunda vez, o que torna a vacinação ainda mais importante.

O que esperar durante a vacinação

Os profissionais médicos podem aconselhar melhor os indivíduos sobre se, ou não, e quando, eles devem receber uma vacina. Um agente de saúde administrará a vacina, e a pessoa que a receber será solicitada a esperar de 15 a 30 minutos antes de sair do local. Isso é para que os profissionais de saúde possam observar os indivíduos para quaisquer reações inesperadas após a vacinação.

Como qualquer vacina, as vacinas COVID-19 podem causar efeitos colaterais leves a moderados, como febre de baixo grau ou dor ou vermelhidão no local da injeção. Estes devem desaparecer por conta própria dentro de alguns dias.

Doses de vacina

Para algumas vacinas COVID-19, são necessárias duas doses. É importante tomar a segunda dose se a vacina precisar de duas doses.

Para vacinas que requerem duas doses, a primeira dose apresenta antígenos – proteínas que estimulam a produção de anticorpos – ao sistema imunológico pela primeira vez. Os cientistas chamam isso de priming, a resposta imune. A segunda dose age como um impulsionador, para garantir que o sistema imunológico desenvolva uma resposta de memória para combater o vírus se ele encontrá-lo novamente.

Devido à necessidade urgente de uma vacina COVID-19, foram realizados ensaios clínicos iniciais de candidatos à vacina com a menor duração possível entre as doses. Portanto, a OMS recomenda um intervalo de 21 a 28 dias (3 a 4 semanas) entre as doses. Dependendo da vacina, o intervalo pode ser prorrogado por até 42 dias – ou até 12 semanas para algumas vacinas – com base nas evidências que temos atualmente.

Existem muitas vacinas COVID-19 sendo desenvolvidas e produzidas por diferentes fabricantes em todo o mundo. A OMS recomenda que uma vacina do mesmo fabricante seja usada para ambas as doses se você precisar de duas doses. Esta recomendação pode ser atualizada quando novas informações ficarem disponíveis.

Segurança contra infecção e transmissão após vacinação

Os ensaios clínicos disponíveis mostraram que as vacinas COVID-19 são seguras e altamente eficazes na prevenção de doenças graves. Dado o quão novo é o COVID-19, os pesquisadores ainda estão analisando quanto tempo uma pessoa vacinada provavelmente estará protegida contra infecções, e se as pessoas vacinadas ainda podem transmitir o vírus para outras pessoas. À medida que a distribuição da vacina se expande, a OMS continuará monitorando os dados ao lado das autoridades reguladoras.

Vacinas seguras e eficazes estão contribuindo significativamente para a prevenção de doenças graves e morte por COVID-19. Como as vacinas estão sendo lançadas e a imunidade está aumentando, é importante continuar a seguir todas as medidas recomendadas que reduzem a propagação do SARS-CoV-2. Isso inclui distanciar-se fisicamente dos outros; usando uma máscara, especialmente em ambientes lotados e mal ventilados; lavando as mãos com frequência; cobrindo qualquer tosse ou espirro em seu cotovelo dobrado; e mantendo as janelas abertas quando dentro de casa.