Batida na Cabeça? Entenda os riscos

Desde aquela pancada num canto, num teto mais baixo, ou então cair de mau jeito e bater com a cabeça num objeto, ou mesmo no chão é, para dizer o mínimo, desagradável. Mas dependendo do local do impacto e/ou da intensidade desse impacto, pode ser preocupante, muito!

A seguir, você verá o que é esperado e quais são os sinais de alerta de que algo não vai bem no corpo depois de bater a cabeça:

Precisa ir para uma emergência? Não necessariamente. Saber as orientações ajuda a diminuir essas inseguranças e evita preocupações desnecessárias.

Por outro lado, deve-se considerar que se o acidentado ou quem estiver junto sentir-se inseguro mesmo que já saiba as orientações, é sempre melhor procurar atendimento para orientação profissional, mesmo que seja para ouvir que está tudo bem e não necessita exames.

O que é esperado depois de uma batida na cabeça? Mesmo em uma batida de cabeça leve, é normal que alguns sintomas apareçam imediatamente e que outros eventualmente persistam por mais tempo. Por exemplo:

  • vertigem ou tontura;
  • perda de consciência breve (se a pessoa “apaga” na hora da pancada, mas volta a si rapidamente);
  • dor de cabeça persistente, mas que não cresce em intensidade (pode ser leve ou moderada, mas não fica mais forte com o tempo);
  • vômitos: são bastante comuns em crianças. Se a pessoa vomitar uma vez só, isso não é preocupante;
  • zumbido no ouvido;
  • dificuldade de memória de curto prazo: a pessoa pode não lembrar do que aconteceu quando bateu a cabeça ou de algo que lhe foi dito logo após a batida. Também é possível que ela nunca se lembre da própria batida em si;
  • alterações de humor: é normal que a pessoa se sinta mais agitada ou tenha um pouco de insônia, por exemplo, durante alguns dias. Isso não indica, necessariamente, que algo mais grave está acontecendo;
  • sangramento nasal.

Outro fator que pode indicar que não foi uma pancada grave é a intensidade da batida – por exemplo, se decorreu de uma queda da própria altura (um tropeço, por exemplo, desde que a cabeça não tenha atingido um objeto mais duro: um muro, uma pedra, uma cadeira fixa).

Quais são os alertas de perigo depois de uma batida na cabeça? Por outro lado, alguns sintomas indicam que pode, sim, haver um problema mais grave:

  • Perda de consciência por mais que alguns poucos minutos;
  • Suspeita de crise epiléptica (de convulsão): se a pessoa se debateu ou perdeu urina, por exemplo;
  • Vomitar várias vezes;
  • Sinais de problemas neurológicos: se a pessoa está confusa, falando de forma confusa ou não consegue falar, mexer ou sentir uma parte do corpo;
  • Se surgem novos sintomas ao longo do tempo: se a pessoa está bem e, ao longo do dia, ela começa a sentir alguma coisa nova – isso pode ser um sinal de alerta para procurar atendimento;
  • No caso de bebês, que não conseguem vocalizar os sintomas, é preciso manter a atenção para irritabilidade além do normal ou falta de apetite;
  • Sangramento pelo ouvido ou saída de líquido claro, seja pelo nariz ou pelo ouvido, porque pode haver uma fratura na base do crânio

Posso deixar um acidentado dormir depois de bater a cabeça? Sim, sem um problema maior, porém existe uma necessidade de avaliar a pessoa por um certo período após a batida. Isso vale, principalmente, para crianças e bebês, que podem não ser capazes de expressar os sintomas pós-pancada.

Não quer dizer que não se possa deixar dormir. Pode dormir, pois é até bem comum ter sono depois de uma pancada, mas precisa eventualmente fazer uma reavaliação.

Por exemplo: se a pessoa (ou a criança ou o bebê) bateu a cabeça e está bem, mas foi dormir, “daqui a alguns minutos, você pode tentar dar uma ‘acordadinha’. Pode voltar a dormir, não tem problema. Vai ver de novo daqui a uma hora como ele tá. Se está bem daqui a uma hora, duas horas, pode ir aumentando o intervalo entre as avaliações, até você sentir confiança que nenhum problema maior está acontecendo.

Isso serve para verificar se o sono é normal ou se a pessoa está com perda de consciência, por exemplo.

Lembre-se: A diferença entre alguém dormindo e alguém em coma muitas vezes é difícil perceber, a não ser que você tente acordar a pessoa.

Existem partes da cabeça que trazem maior risco se receberem pancadas? Mais ou menos.

Isso porque o risco maior de fraturas no crânio é no osso temporal – aquele que fica logo à frente da orelha (veja imagem no início desta matéria), porque é a área mais fina.

Só que há um detalhe a se entender: não necessariamente as lesões nessa parte da cabeça ou por pancadas serão obrigatoriamente as mais graves.

As lesões traumáticas mais graves não estão relacionadas a fraturas. Estão relacionadas ao mecanismo de desaceleração do crânio. Às vezes a pessoa nem bateu propriamente a cabeça, mas teve algum tipo de solavanco, e as lesões mais graves costumam vir daí.

Isso é o que acontece, por exemplo, quando você está num carro que bate com força. Mesmo que ninguém tenha batida com a cabeça, o cérebro “chacoalha” dentro da caixa craniana. Esse choque pode causar dois tipos de lesões muito graves: as lesões axonais difusas e o hematoma subdural agudo. Veja detalhes abaixo:

  • Lesões axonais difusas

São lesões microscópicas nos axônios – uma parte dos neurônios, as células cerebrais. Quando ocorrem, os axônios ao longo do cérebro são danificados. Podem ocorrer em bebês quando eles são sacudidos (“síndrome do bebê sacudido”), por exemplo.

A lesão axonal difusa pode não ser vista numa tomografia e tem potencial de ser gravíssima. Isso porque os neurônios podem morrer, causando inchaço no cérebro e aumentando a pressão dele no crânio (pressão intracraniana).

  • Hematoma subdural agudo

É um tipo de hematoma – acúmulo de sangue – que surge entre a camada média e a camada externa do tecido que reveste o cérebro (meninge).

Essa lesão não costuma aparecer junto com uma fratura – costuma estar relacionada com a desaceleração ou com o impacto do próprio cérebro dentro da caixa craniana pela desaceleração.

No caso de uma lesão mais grave, o paciente vai apresentar alterações neurológicas que indicam a necessidade de uma tomografia.

Muitas vezes a gente não sabe ainda o que vai encontrar [na tomografia], mas esses sinais neurológicos que indicam a tomografia são mais importantes até do que a própria tomografia.

Existem pessoas que correm mais risco ao bater a cabeça? Sim. Os idosos, por exemplo, ou pessoas que sofrem de doenças neurológicas como Mal de Parkinson – isso porque os reflexos de proteger a cabeça vão ficando mais lentos ou deixam de existir (no caso do Parkinson) e portanto ela própria não consegue se auto-proteger quando ela sofre uma queda.

A ação de proteção de queda é reflexo: geralmente as pessoas que estão em boas condições físicas vão ter mecanismos de proteção: reflexos protetores, flexão dos braços. O problema maior é identificar pessoas que tenham dificuldade com esses reflexos.

Veja algumas dicas para evitar as pancadas na cabeça de forma geral:

  1. No caso de idosos ou de pacientes com Parkinson, o ideal é promover um ambiente seguro, para prevenir as quedas: evitar tapetes, não usar chinelos que saiam facilmente do pé, evitar riscos como escadas e iluminar bem os locais (no caso de o idoso acordar à noite para ir ao banheiro, por exemplo).
  2. Dentro do carro, evite sentar no assento em que não há apoio para a cabeça (normalmente, o do meio no banco de trás). E ajuste a altura do apoio, para que fique alinhada com a parte posterior da cabeça, não com o pescoço.
  3. Já para as crianças e bebês, é importante remover obstáculos que possam levar a acidentes e, no caso de bebês a partir dos 3 meses – que já conseguem rolar –, não se afastar da criança em locais onde ela possa cair.
  4. Também é importante não sacudir o bebê, para evitar as lesões que ocorrem quando o cérebro bate com força no crânio. Essas lesões costumam acontecer quando o bebê está chorando muito e quem cuida da criança a sacode com força, por frustração; não costuma acontecer por brincadeiras leves de balançar a criança.
  5. Para pancadas na região do pescoço (veja próxima pergunta), é importante evitar mergulhos em águas rasas ou onde puder haver pedras.

Tive uma batida e estou com dor na região do pescoço. O que fazer? Se bateu a cabeça e relata dor no pescoço – depois de um mergulho em água rasa ou de um acidente, por exemplo – é importante não mexer a pessoa e procurar ajuda médica urgente.

Mesmo que essa pessoa esteja mexendo todos os seus membros, a dor no pescoço é um sinal de alerta. O recomendado é que a pessoa fique onde está, e tente não se movimentar.

O que pode acontecer é a pessoa ter sofrido uma lesão instável. As lesões instáveis da coluna podem fazer com que a coluna se movimente. Nesses casos o melhor é tentar não se movimentar até que seja atendido pelo resgate, que nesses casos deve colocar um colar cervical até que se descarte lesões.

Recomendação: Em todo caso, vale avaliação de um especialista para verificar se houve pós trauma.

Existe uma melhor posição para dormir bem?

Uma pergunta que muita gente faz:
Qual é a melhor posição para dormir bem?

Para esta pergunta, não existe uma resposta universal e o melhor jeito de dormir varia com as especificidades de cada pessoa.

A melhor posição para dormir é aquela que promove o alinhamento saudável da coluna desde os quadris até a cabeça. O que parece depender da sua situação de saúde pessoal e do que cada um de nós acha mais confortável.

Agora, se quisermos uma generalização, o que os médicos recomendam é que as pessoas durmam de lado — especialmente do lado esquerdo — ou de costas, já que ambas são consideradas as posições mais benéficas, muito mais que dormir de bruços.

Em qualquer uma dessas posições de sono, é mais fácil manter a coluna apoiada e equilibrada, o que alivia a pressão sobre os tecidos da coluna e permite que seus músculos relaxem e se recuperem.

Também é válido reposicionar o travesseiro na cama ou trocar por versões mais moles ou duras. Em caso de dúvidas ou de problemas de coluna ao acordar, é recomendado que se busque orientação médica, já que o quadro pode indicar outros problemas relacionados.

Quando vamos para a cama, o objetivo é descansar o corpo ao máximo e, aí, surge a famosa dúvida: qual o melhor jeito de dormir, pensando na saúde da coluna? A resposta varia de corpo para corpo e de suas necessidades.

Por exemplo, pessoas com refluxo ou grávidas terão noites melhores se dormirem de lado, viradas para a esquerda. Além disso, pode ser bom não dormir de bruços, mas isto não deve ser encarado como uma proibição.

O tema, inclusive, já gerou bastante debate na ciência e alguns estudos coletaram dados sobre a melhor forma de dormir: virado para o lado esquerdo, para o lado direito, de bruços ou de costas.

Agora confira os benefícios, e algumas desvantagens, de cada posição para quem deseja dormir de sete a oito horas por noite, como recomendam os médicos:


Dormir de lado, virado para a esquerda: 

Entre os especialistas do sono, dormir de lado, virado para a esquerda, é a posição em que mais pessoas conseguem ter uma boa noite de sono. Inclusive, é a forma mais indicada para gestantes e pessoas que têm refluxo.

Como o estômago fica do lado esquerdo do abdômen, a posição faz com que a “comida” seja controlada com a ajuda da gravidade. Quando a pessoa vira para o lado direito, o risco é maior de sentir os efeitos do refluxo gastroesofágico e o retorno dos alimentos para o esôfago. Nestes casos, a pessoa pode relatar sensação de azia ou queimação.

Publicado na revista científica Journal of Clinical Gastroenterology, um estudo do Jefferson Medical College, nos Estados Unidos, confirmou este benefício, mesmo que o efeito nem sempre seja eficaz. No entanto, reduz o risco de crises durante à noite. Outra dica é parar de comer algumas horas antes de ir para cama.

Agora, quando assunto é gravidez, o lado esquerdo também é o mais recomendado. “A posição de dormir de lado alivia a pressão de uma barriga em crescimento, permitindo que o coração bombeie e o sangue flua facilmente por todo o corpo. Em particular, o lado esquerdo é recomendado, porque evita a pressão no fígado e facilita o fluxo sanguíneo saudável para o feto, útero, rins e coração”, explica a Sleep Foundation em seu guia para uma boa noite de sono.

Dormir virado para o lado direito: 

Essa parece ser a melhor posição para quem tem alguma dificuldade de respiração ou apneia do sono. É o que demonstraram pesquisadores do Sleep Disorder Center, na Turquia, em estudo publicado na revista Sleep and Breathing.

“Descobrimos que a posição de dormir teve uma influência significativa nos eventos apnéicos e dormir do lado direito diminuiu a frequência de eventos respiratórios obstrutivos em pacientes com doença moderada e grave”, afirmam os autores da pesquisa. Vale lembrar que quadros de apnéia, quando constantes, aceleram o envelhecimento do corpo.

Dormir de bruços: 

Apesar de não estar entre as posições mais indicadas, dormir de bruços também tem um benefício: diminuí o ronco de pessoas que sofrem com este tipo de problema, já que permite a expansão das vias áreas.

Por outro lado, dormir com a barriga na cama aumenta a pressão intraocular, ou seja, a pressão do fluido nos olhos. Por isso, pode não ser indicada em alguns casos específicos. Outra desvantagem é que esta é a forma de dormir que mais pode promover o surgimento de rugas e sinais de expressão, já que toda a pressão está no rosto em contato com o travesseiro.

Dormir de costas: 

Por fim, dormir de costas também é uma posição bastante indicada na hora do descanso, especialmente para pessoas com dores na lombar ou no pescoço. Dessa maneira, é mais fácil manter a coluna, o pescoço e a cabeça alinhados, evitando torções noturnas. Por exemplo, indivíduos que usam colar cervical devem optar por esta forma de descanso.

Além disso, é a posição mais recomendada para quem deseja evitar rugas, já que nenhum travesseiro ou colchão irá pressionar o rosto. Sem a pressão, o risco de sinais é menor.

Café forte é café amargo?

A palavra forte, neste caso, indica intensidade e, em se tratando de café, tem sua origem principal no processo de torra. Não se sabe ao certo como essa tradição por cafés com torras extremas começou, mas tudo indica que foi pela baixa qualidade dos grãos consumidos.

O ponto de torra ideal para cafés de alta qualidade é quando o vapor se torna perfumado e logo começa a ser ouvidos barulhos semelhantes a pipocas estourando. Com isso, é denominado de ‘primeiro crack’. Primeiro ponto de torra: logo após o primeiro crack, temos o primeiro ponto de torra que podemos considerar como completo, ponto denominado City Roast.

Quando lemos nas embalagens “café extra-forte”, “café forte” ou “café intenso”, nada disso tem a ver com a quantidade de cafeína. Normalmente, o que essas embalagens querem dizer é apenas que o sabor da bebida é mais amargo.

A cafeína é uma substância que confere um sabor amargo ao café, por isso que muitas vezes pensamos que “quanto mais amargo, mais forte o café”, porém, não é verdade. Acontece que  a cafeína não é a única fonte de amargor da sua bebida, a torra faz parte também desse processo. Quanto mais escura a torra do grão, mais amarga a bebida.

O café é um grão com muitas possibilidades. Uma grande escolha é como prepará-lo: expresso, filtro, êmbolo, coador, instantâneo e muito mais. Cada método possui equipamentos exclusivos, tempo, temperatura, pressão e necessidades de moagem e água do café.

Nossas escolhas do método de fabricação podem ser culturais, sociais ou práticas. Mas quanto eles realmente afetam o que está no seu copo?

Qual é a bebida mais forte?

Depende. Se focarmos na concentração de cafeína, os métodos de café expresso com base em miligramas por mililitro (mg/ml) são tipicamente os mais concentrados, capazes de fornecer até 4,2 mg/ml. Isso é cerca de três vezes mais do que outros métodos, como o pote Moka (um tipo de coador fervente) e a infusão a frio em cerca de 1,25 mg/ml. Os métodos de gotejamento e êmbolo (incluindo o francês e o Aeropress) são cerca de metade disso novamente.

Os métodos de café expresso extraem mais cafeína por alguns motivos. Usar a moagem mais fina significa que há mais contato entre o café e a água. O café expresso também usa pressão, empurrando mais compostos para a água.

Enquanto outros métodos fermentam por mais tempo, isso não afeta a cafeína. Isso ocorre porque a cafeína é solúvel em água e fácil de extrair, por isso é liberada no início da fabricação.

Mas essas comparações são feitas com base em situações típicas de extração, não em situações típicas de consumo.

Assim, enquanto o expresso oferece o produto mais concentrado, ele é entregue em um volume menor (apenas 18 a 30 ml), em comparação com volumes muito maiores para a maioria dos outros métodos. É claro que esses volumes variam dependendo do fabricante, mas um estudo italiano recente definiu uma porção final típica de filtro, coador e bebidas frias como 120ml.

Com base nessa matemática, o cold brew, na verdade, é a maior dose de cafeína por porção, com quase 150mg — ainda mais do que os totais de 42-122mg encontrados no expresso pronto. Embora o cold brew use água fria e um tamanho de moagem maior, ele é fabricado com uma alta proporção de café para água, com grãos extras necessários na infusão. É claro que “porções padrão” são um conceito e não uma realidade — você pode multiplicar porções e superdimensionar qualquer bebida de café!

Com o aumento do preço do café, você também pode estar interessado na eficiência da extração – quanta cafeína você obtém por cada grama de entrada de café.

Curiosamente, a maioria dos métodos são realmente muito semelhantes. Os métodos de café expresso variam, mas fornecem uma média de 10,5 miligramas por grama (mg/g), em comparação com 9,7–10,2mg/g para a maioria dos outros métodos. A única exceção é a prensa francesa, com apenas 6,9mg/g de cafeína.

Força é mais do que apenas cafeína

O teor de cafeína explica apenas uma pequena parte da força do café. Milhares de compostos são extraídos, contribuindo para o aroma, sabor e função. Cada um tem seu próprio padrão de extração e podem interagir entre si para inibir ou aumentar os efeitos.

Os óleos responsáveis pelo crema – a rica “espuma” marrom no topo da bebida – também são extraídos mais facilmente com altas temperaturas, pressões e moagem fina (outra potencial vitória para expresso e moka). Esses métodos também fornecem níveis mais altos de sólidos dissolvidos, o que significa uma consistência menos aquosa – mas, novamente, tudo isso depende de como o produto final é servido e diluído.

Para complicar ainda mais as coisas os receptores que detectam a cafeína e os outros compostos amargos são altamente variáveis entre os indivíduos devido à genética e ao treinamento de nossas exposições usuais. Isso significa que as mesmas amostras de café podem invocar diversas percepções de sua amargura e força em diferentes pessoas.

Há também diferenças em quão sensíveis somos aos efeitos estimulantes da cafeína. Então, o que estamos procurando em uma xícara, e obtendo dela, depende de nossa biologia única.

Existe uma bebida mais saudável?

Dependendo do título ou do dia, o café pode ser apresentado como uma escolha saudável ou não. Isso se explica em parte pelo nosso viés de otimismo (claro que queremos que o café seja bom para nós!), mas também pode ser devido à dificuldade de estudar produtos como o café, onde é difícil capturar a complexidade dos métodos de fabricação e outras variáveis.

Alguns estudos sugerem que os impactos do café na saúde são específicos do tipo de fermentação. Por exemplo, o café filtrado tem sido associado a resultados cardiovasculares mais positivos em idosos.

Essa ligação pode ser uma coincidência, com base em outros hábitos que coexistem, mas há algumas evidências de que o café de filtro é mais saudável porque mais diterpenos (um produto químico encontrado no café que pode estar ligado ao aumento dos níveis de colesterol ruim) são deixados no café e o filtro, o que significa menos chegar ao copo.

Fechando a questão

Cada método de fabricação tem suas próprias características e insumos. Isso dá a cada um um perfil único de sabor, textura, aparência e compostos bioativos. Embora a complexidade seja real e interessante, em última análise, como preparar é uma escolha pessoal.

Informações e situações diferentes levarão a escolhas diferentes em pessoas diferentes e em dias diferentes. Nem toda escolha de comida e bebida precisa ser otimizada!

Qual açúcar é mais saudável?

O alto consumo de açúcar é uma grande preocupação na área da saúde, uma vez que pode contribuir para condições como obesidade, diabetes e doenças cardíacas. Até mesmo o adoçante artificial já foi relacionado a doenças, por isso é muito importante ter em mente qual opção realmente traz menos prejuízos para o corpo.

De acordo com uma publicação do Ministério da Saúde e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), dentre o açúcar mais saudável para consumo é aquele que tiver o menor processamento, como o mascavo e o demerara. Os mais refinados, como o cristal, o refinado e o de confeiteiro, são os mais prejudiciais, justamente por causa dos processamentos químicos a que foram submetidos.

O relatório alerta, no entanto, que mesmo os tipos de açúcar com menor processamento devem ser utilizados com moderação, pois apresentam alto valor calórico. O açúcar demerara passa por um refinamento leve e não recebe nenhum aditivo químico, por isso seus grãos são marrom-claros. Possui valor nutricional alto, parecido com o do açúcar mascavo. A publicação aponta que a melhor escolha para este tipo de açúcar é a forma orgânica, porque mantém todos os nutrientes sem a adição de defensivos agrícolas.

A UFMG também menciona o açúcar extraído do fluido das flores da palma de coco, que não passa por refinamento e adulteração, não contém conservantes e possui elevada quantidade de potássio, magnésio, zinco e ferro, além de ser fonte natural de vitaminas B1, B2, B3 e B6.

Entretanto, o açúcar light (também conhecido como açúcar fit ou açúcar magro) é apenas uma mistura do açúcar refinado comum e de adoçantes artificiais como sucralose, ciclamato de sódio e sacarina sódica, e apensar de ser menos calórico que o açúcar comum, precisa ser consumido com cautela.

Quais são os tipos de adoçantes naturais?

Optar por adoçantes naturais também pode ser uma opção mais saudável que o açúcar refinado. Um artigo publicado na National Library of Medicine indica que a substância extraída da planta Stevia Rebaudiana, que tem sido associada a benefícios para pessoas com hipertensão, uma vez que abaixa a pressão sanguínea. Em contrapartida, estudos já notaram um malefício: a estévia pode afetar negativamente o microbioma intestinal.

O eritritol, também conhecido como álcool de açúcar, é encontrado naturalmente em algumas frutas, e não aumenta tão intensamente os níveis de glicose no sangue ou insulina, tampouco afeta os níveis de gorduras, como colesterol ou triglicérides (que servem como uma reserva de energia do organismo).

Outro adoçante natural é o xilitol, extraído de fibras de frutas, vegetais e cogumelos. Pode ser considerado como um álcool de açúcar mais saudável para consumo, uma vez que traz benefícios para a saúde bucal e digestiva. Cientistas conduziram experimentos em ratos e descobriram que a substância ainda pode melhorar a densidade óssea e diminuir o risco de osteoporose. O estudo foi publicado na Veterinary Clinics of North America.

Uma opção menos comum é o xarope colhido da planta Yacon, que cresce nativamente nos Andes na América do Sul. O adoçante natural é muito rico em frutooligossacarídeos, que representam benefícios para o microbioma intestinal. Pode ajudar a prevenir a constipação e promover a perda de peso.

Cuidado: Adoçantes podem alterar os micróbios no intestino

A substituição de açúcar por adoçantes é algo que tem se mostrado cada vez mais forte nos últimos anos. Em geral o que se diz é que os adoçantes são melhores que os açúcares, mas isso não é totalmente verdade.

Os adoçantes – sempre artificiais – podem alterar os micróbios – a microflora – no intestino e elevar a resposta do corpo ao açúcar. Um um estudo recente, publicado na revista científica Cell, mostra que (o artigo contou com a participação de 120 indivíduos) consumir essas substâncias regularmente tem desvantagens potenciais para a saúde.

Em comparação com os grupos de controle que receberam placebo, os participantes que receberam sachês diários dos adoçantes sacarina e sucralose por duas semanas apresentaram alterações fisiológicas distintas nos sete dias após o experimento.

Na prática, os adoçantes alteraram seu microbioma intestinal em composição e função, e sua tolerância à glicose foi prejudicada. A descoberta sugere que os micróbios intestinais no corpo humano são bastante responsivos a esses adoçantes.

No entanto, o estudo ressalta que aspartame e estévia (conhecido também como stevia) não mostraram os mesmos efeitos na tolerância à glicose. Enquanto isso, a sucralose impactou significativamente a tolerância à glicose, mesmo em adultos saudáveis.

Durante experimentos levados a cabo com camundongos, os pesquisadores notaram que as mudanças nos níveis de açúcar no sangue espelharam o que havia sido visto em humanos: mudanças no intestino e em quais moléculas são secretadas no sangue. No entanto, os autores ressaltam que o microbioma de ser é estruturado de maneira um pouco diferente, o que significa que é improvável que todos tenham a mesma resposta aos adoçantes artificiais.

Quais são os tipos de adoçantes naturais?

Optar por adoçantes naturais também pode ser uma opção mais saudável que o açúcar refinado. Um artigo publicado na National Library of Medicine indica que a substância extraída da planta Stevia Rebaudiana abaixa a pressão sanguínea.

O eritritol, também conhecido como álcool de açúcar, é encontrado naturalmente em algumas frutas, e não aumenta tão intensamente os níveis de glicose no sangue ou insulina, tampouco afeta os níveis de gorduras, como colesterol ou triglicérides. Outro adoçante natural é o xilitol, extraído de fibras de frutas, vegetais e cogumelos. 

Dicas para Aprender um novo Idioma

Se você sonha em aprender ou desenferrujar o inglês, dominar o espanhol, começar com o italiano, tentar falar francês ou dar uma oportunidade a algum outro idioma, temos ao final desta matéria sete dicas que podem te ajudar.

Mas o que alguém, que planeja aprender um outro idioma, teria que fazer para facilitar o novo aprendizado?

Antes de tudo não desanimar antes de começar: Vamos tirar os pontos negativos do caminho. Há aqueles que ficam desanimados com pesquisas que apontam que perdemos a nossa capacidade de desenvolver fluência em um idioma após uma certa idade (o que em parte é verdade!).

Alguns linguistas defendem que há uma “janela crítica” e que nossa capacidade para aprender um novo idioma fluentemente termina após uma determinada idade. Um estudo recente indica que isso aconteceria por volta dos 17 anos.

Porém devemos levar em conta que, na verdade, esse estudo analisou apenas a capacidade dos participantes compreenderem a gramática do outro idioma com competência. Mas quantos de nós podemos dizer que entendemos perfeitamente a gramática da nossa língua materna?

Quantos exemplos em nosso dia a dia temos de conversamos com ou escutamos outras pessoas que falam e entendem o português, mas que entendem pouco de gramática, e você percebe vários erros de concordância, síntaxe ou mesmo de desconhecimento de várias palavras mais específicas?

Você pode cometer alguns erros gramaticais, mas a sua idade não é uma barreira definitiva para você conseguir aprender o vocabulário de um novo idioma em um alto nível.

Você pode aprender a aprender: É um pouco estranho quando as pessoas dizem que têm algum tipo de ‘dom’ linguístico ou que são algum tipo de gênio da linguagem.

Portanto, mesmo pessoas que falam diferentes idiomas veem a si mesmas como um “trabalho em andamento”.

Aprender um idioma talvez seja mais fácil para uns do que para outros, mas não é uma habilidade que apenas certas pessoas têm. Isso é fruto da curiosidade e, principalmente, do esforço.

Mas lembre-se que para milhões de pessoas em todo o mundo, é uma necessidade. Na África do Sul, ou na Suíça, por exemplo, basicamente a maior parte dos habitantes nativos necessita de dois ou mais idiomas para sobreviver na economia, e deve falar todos eles (para que possa se comunicar com os estrangeiros).

Por onde começar: Confesso que fico encantado com o processo de aprender novas palavras e acho “estimulante” ver uma palavra estrangeira em um lugar e acrescentá-la ao meu vocabulário.

Nossas Dicas

  1. A primeira coisa que se deve fazer é tratar de aprender algumas palavras e saudações básicas para treinar a língua e os ouvidos, além de nos acostumar ao som e ao ritmo do idioma. O uso do Google Translate ou o Bing Traductor pode ajudar bastante.
  2. Depois, compre um livro ou, caso prefira e possa, faça algum curso do idioma. Outra alternativa adotada por muitas pessoas são os aplicativos de aprendizagem de idioma, úteis para adquirir vocabulário.
  3. Faça um mapa mental do vocabulário do idioma. Defina um assunto, como ir a um mercado, e em uma folha de papel escreva cada frase que imagine que possa necessitar nesse local.
    Depois, procure essas frases na internet (use os App de tradução sugeridos acima) para traduzi-las e memorizar. Assim, quando estiver nessa situação, você terá todo o – ou a grande maioria do – vocabulário necessário em mãos.
    Você deve repetir isso em quantas situações você acha que pode passar.
  4. É importante que você use todos os dias (ou pelo menos várias vezes a cada semana) o idioma que quer aprender.
  5. Conviva com o idioma. Se possível conversando nessa lingua com quem seja nativo, ou pelo menos tenha uma vivência maior que a tua.
  6. Pratique pouco mas com frequência. Com uma vida profissional e pessoal agitada, encontrar tempo para se comprometer com um novo idioma pode ser um desafio.
    Mas especialistas concordam que é possível progredir de modo significativo se você conseguir dedicar uma hora por dia ao idioma escolhido. Praticar pouco mas com frequência é uma forma de aprendizado mais produtiva do que em períodos mais longos, porém mais esporádicos.
  7. Leia livros ou revistas – e também veja muitos filmes – no idioma que você quer aprender. No caso de filmes você deve começar usando as legendas, mas assim que começar a entender melhor passe para só audio, sem legendas (lembrando que muitas vezes as legendas podem não bater muito com o que é falado no filme, e principalmetne será muito diferente se você usar a dublagem que está disponível.

Não é necessário que você recorra à sala de aula para melhorar o seu aprendizado do idioma. Os mapas mentais e os aplicativos podem te ajudar nessa tarefa. Há todo tipo de opção disponível que pode se adaptar melhor ao nosso estilo de aprendizagem do que um ambiente escolar.

Para mim, a melhor maneira de aprender um idioma é quando você não sente que está aprendendo. Você pode – e deve também – ler livros ou ver filmes no idioma que quer dominar.

Quanto mais idiomas, melhor: Falar mais de um idioma traz benefícios que vão além da alegria de poder se comunicar com mais pessoas. As pesquisas mostram que as pessoas bilíngues costumam aprender novos idiomas mais rapidamente que aqueles que falam apenas uma língua.

Não é só isso. Há estudos que indicam que pacientes vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) que falam mais de um idioma têm maiores probabilidades de recuperar suas funções cognitivas do que aqueles que falam apenas uma única lingua. Além disso, foi demonstrado que ser bilíngue pode atrasar um eventual início da demência.