Surto de Dengue está de volta: o que fazer?

A Dengue está de volta ao Brasil neste período de muito frio, que antecede o inverno. Descuido da população, que por dois anos só teve olhos para a Covid-19, a doença -transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti – está de volta, e o número de casos registrados já é maior do que o último surto que enfrentamos.

O perigo existe, mas o combate à proliferação do mosquito-vetor é bem fácil, e também se estende à outros mosquitos que vivem nas regiões urbanas do Brasil. Então conheça um pouco mais da doença, e saiba os principais métodos para combater o mosquito.

Como reconhecer a Dengue

Os sintomas da dengue são muito parecidos com outras doenças, que tem a mesma origem. No quadro abaixo mostramos os principais sintomas da Dengue:

  • Febre alta (de 39 à 40ºC)
  • Dores de cabeça
  • Cansaço (às vezes intenso)
  • Dor muscular e nas articulações
  • Manchas vermelhas na pele
  • Enjoos e vômitos
  • Indisposição
  • Dor abdominal

Como muitos desses sintomas também estão presentes na Zika e também na Chikungunya, compilamos a tabela abaixo, como um rápido comparativo.

Comparativo dos Sintomas da Dengue, Zika e Chikungunya

DengueZikaChikungunya
Febre acima de 38ºCFebre baixaFebre acima de 38ºC
Dor de cabeçaDor de cabeçaDor de cabeça
Manchas vermelhas no corpoManchas vermelhas no corpoManchas vermelhas no corpo
Dor nas articulaçõesDor nas articulaçõesDor nas articulações
Dor nos ossosDor nos ossos
Dor nos olhosOlhos vermelhosOlhos vermelhos
Falta de apetite
Mal estar
Coceira

Como Combater o Mosquito Aedes Aegypti

  • Tampe bem a lata de lixo
  • Amarre bem os sacos de lixo
  • Não deixe gotejar torneiras, principalmente no jardim
  • Limpe as calhas da casa
  • Mantenha a caixa de água muito bem tampada (não use plásticos para fazer as vezes de uma tampa)
  • Retire a água parada em baldes, vasos de plantas, latas abertas e pneus
  • Coloque areia nos pratos dos vasos de plantas
  • Proteja piscinas com cobertura vedadora
  • Limpe sempre que possível a piscina e reservatórios similares; se não está usando esgote toda a água
  • Limpe frequentemente lugares que acumulem água
  • Instale telas em janelas e portas
  • Mantenha a grama sempre aparada

As medidas acima são bastante eficientes, e fáceis de aplicar. Mas lembre-se que se seu vizinho não cuidar bem da casa dele, você terá riscos aumentados. Por isso vale a pena conscientizar todos os vizinhos, assim praticamente eliminando os criadouros desse tipo de mosquito de sua região, e diminuindo os riscos de contaminação de todos da sua região.

Android: Falha crítica permite acesso à arquivos

Especialistas de segurança virtual descobriram uma falha de segurança no Android que, através de erros na implementação de um codec de áudio em aparelhos que utilizam processadores da Qualcomm e da MediaTek, permite a invasores executar código remoto nos dispositivos de usuários — resultando em acesso aos arquivos armazenados no aparelho por terceiros.

As falhas foram registradas com os códigos CVE-2021-0674 , CVE-2021-0675, e CVE-2021-30351. Todas elas ocorrem especificamente por problemas no codec ALAC (Apple Lossless Audio Codec), que a Apple tornou open source em 2011 e continua recebendo suporte da empresa com constantes atualizações de segurança, embora nem todas as companhias que utilizam esse software aplicam essas correções — caso da Qualcomm e da MediaTek, segundo a análise dos especialistas da Check Point Software.

Dos detalhes divulgados pela firma de segurança sobre as falhas, os invasores convencem os usuários dos aparelhos vulneráveis a abrirem um arquivo de áudio específico, que após executado permite a execução de código remoto e que os agentes maliciosos possam comprometer dados do aparelho, modificar configurações, acessar o microfone e câmera e, por fim, tomar controle de contas cadastradas no dispositivo.

Falha já foi Mitigada

Mesmo só sendo divulgado publicamente nesta semana, as falhas no codec ALAC já foram corrigidas em atualizações disponibilizadas pela MediaTek e pela Qualcomm em dezembro de 2021 — distribuídas nas melhorias mensais de segurança do Android enviadas para usuários.

Assim se você já atualizou seu Android desde janeiro está protegido. Caso contrário corra para atualizá-lo e ficar mais protegido.

Para proteção contra essa categoria de ameaça, a recomendação é sempre instalar as atualizações de segurança do Android quando elas são disponibilizadas e também evitar ao máximo abrir qualquer tipo de arquivo, mesmo áudios, vindos de fontes desconhecidas — nunca se sabe, afinal, o que eles podem fazer com o sistema quando executados.

Dor de Cabeça em Crianças, é normal?

Este é um problema mais comum do que muitos imaginam, mas na maioria dos casos não costuma ser grave – o que não quer dizer que devemos deixar de lado esses sintomas se persistirem por muito tempo, ou for recorrente demais.

Os dois principais tipos de dor de cabeça nessa faixa de idade são a enxaqueca – que pode atingir cerca de 9% das crianças pequenas e 23% dos adolescentes – e a cefaleia tensional, muito frequente nos jovens, especialmente no início da adolescência.

A enxaqueca normalmente é caracterizada por uma dor latejante, mais pulsátil, geralmente dos dois lados da cabeça, algumas vezes associada a náusea e vômito, além da aversão à luz e ao barulho. Pode ou não vir acompanhada de dor abdominal e de alterações visuais, conhecidas como aura.

A dor de cabeça tensional, no entanto, ocorre quando há um tensionamento da musculatura, é um pouco mais leve e pode ocorrer dos dois lados da cabeça, sem sintomas de náusea e vômito. Muitas vezes uma sessão de relaxamento total, de menos de 3 minutos, será suficiente para parar este sintoma específico.

Gatilhos: Segundo os médicos pediatras, existem alguns gatilhos e fatores ambientais que costumam estar associados ao surgimento da cefaleia nas crianças e adolescentes, por isso é tão importante avaliar detalhadamente a história do paciente (se ele tem um histórico de dor e piorou ou se é uma dor que acabou de começar), o padrão da dor, a frequência com que a criança se queixa e se existe uma predisposição por causa de histórico familiar.

Os principais gatilhos são alterações ambientais, fatores emocionais, qualidade do sono ruim, alterações hormonais (comum em adolescentes na fase da puberdade) e alimentação (com abuso de corantes artificiais, embutidos, cafeína, e até mesmo a alguns tipos de queijo, entre outros).

É muito comum os pais chegarem no consultório do neurologista desesperados, sempre achando que a dor de cabeça do filho é algo mais grave porque já passaram pelo oftalmologista e pelo otorrinolaringologista e não descobriram nada. Mas, na maioria das vezes, o problema é primário – isto é, sem causa específica – e geralmente se consegue resolver com pequenas mudanças de hábitos.

É importante desmistificar essa questão. A criança pode, sim, ter dor de cabeça, assim como os adultos. Entretanto a reação oposta (não se importar com esses sintomas) pode ser perigosa em algumas situações, portanto temos que ficar de olho em alguns sinais:

Os sinais de alerta para que os pais busquem ajuda médica são:

• Observar se a dor é aguda;

• Verificar se é uma dor que vem piorando com o tempo;

• Avaliar se houve uma mudança de padrão no tipo da dor e a frequência das queixas.

Se uma criança tiver mais de um episódio de dor num mês, é preciso investigar. Em geral, quando a causa está associada a problemas de sono, estresse ou problemas alimentares, pode ser controlada apenas com mudanças de hábitos, sem o uso de medicamentos.

A primeira orientação dos pediatras em geral é remover os possíveis gatilhos e mudar o estilo de vida para evitar as crises. O uso de medicamentos é recomendado para poucos casos. Geralmente o tratamento dura de três a seis meses.

É de se ressaltar que os exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, são solicitados apenas quando a causa da dor é secundária. O uso de analgésicos também deve ser feito com muita moderação, pois o consumo exagerado de medicamentos pode causar um efeito rebote e desencadear uma dor crônica.

Diabetes tipo 2 poderá ser curada sem insulina

Técnica ainda em fase experimental utiliza ultrassom para controlar a glicose e já foi testada em três modelos pré-clínicos diferentes

Mas ainda deverá passar por ensaios em pacientes humanos diabéticos

A diabetes tipo 2 ocorre quando o organismo não consegue fabricar o suficiente – ou usar adequadamente – a insulina que produz. Para combater a doença, uma equipe de cientistas da Escola de Medicina de Yale, nos EUA, está desenvolvendo um tratamento com ultrassom que descarta a necessidade de injetar o hormônio ou utilizar medicamentos.

Os resultados foram publicados em 31 de março na revista Nature Biomedical Engineering.

O ultrassom foi utilizado nessa pesquisa para estimular vias neurometabólicas específicas no corpo do paciente, prevenindo ou revertendo o aparecimento da diabetes. Ao todo, os pesquisadores testaram o invento em três modelos pré-clínicos diferentes, medindo o efeito do tratamento na glicose no sangue.

Os pesquisadores utilizaram um tipo de tecnologia chamada estimulação de ultrassom com foco periférico (da sigla em inglês, pFUS) para modular uma via nervosa entre o fígado e o cérebro, evitando ou atenuando estados de hiperglicemia em modelos com diferentes espécies de animais.

O canal iônico, ativado por substâncias oxidantes, mostrou-se essencial na reprodução dos estímulos do ultrassom dentro do “circuito de controle do metabolismo” das cobaias, segundo os pesquisadores. O tratamento demonstrou resultados promissores e não deve exigir o uso de nenhuma outra medicação adicional.

A equipe espera agora realizar testes de viabilidade em humanos diabéticos para aproximar a medicina de uma realidade na qual não haverá mais necessidade de injetar a insulina e nem tampouco realizar testes de glicose no sangue dos pacientes. Só o tipo 2 da doença atinge cerca de 90% das pessoas com diabetes, segundo a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes).

Se os ensaios clínicos em andamento confirmarem a promessa dos estudos pré-clínicos relatados neste artigo, e o ultrassom puder realmente ser utilizado para reduzir os níveis de insulina e glicose, a neuromodulação do ultrassom representaria uma adição totalmente nova às opções atuais de tratamento para os pacientes, que sofrem com a necessidade de frequentes medições do nível glicêmico e as repetidas aplicações da insulina através de seringas.

As pessoas deveriam dormir quando quiserem?

Muitos costumes humanos foram afetados pela pandemia de covid-19, que atingiu a rotina de praticamente todo o mundo. Um desses costumes é o sono – mais especificamente, o padrão do sono, característica essencial dessa atividade que recebeu modificações, por vezes drásticas, a depender do indivíduo afetado.

As restrições, o home-office e toda a sorte de isolamentos acabaram criando um experimento social acidental sobre os hábitos de sono, que foram modificados pela nova flexibilidade da rotina. Um estudo recente buscou descobrir como essas mudanças nos afetaram.

Ciclos do sono e jetlag social: Cerca de 15 mil adultos de 14 países diferentes responderam questionários sobre seus padrões de sono para a pesquisa, publicada na revista científica Nature and Science of Sleep em 2021.

Quase metade dos indivíduos reportaram desenvolver uma rotina mais alinhada com seus ciclos naturais de sono e vigília (conhecidos como “ritmo circadiano“) durante a pandemia do que antes dela.

Parte do que afeta esse ritmo é o chamado “jet lag social”. Ele ocorre quando há variações entre a rotina social e o ritmo circadiano natural. Quando essa discrepância é alta, o indivíduo fica mais suscetível à insônia, depressão, ansiedade e mal-estar do que quem tem uma rotina mais consistente.

Pessoas mais noturnas, que preferem dormir até mais tarde e ficar acordadas até mais tarde durante o final de semana, mas precisam obedecer a horários diferentes por conta do trabalho, têm um jet lag social alto. Já as pessoas diurnas, que conseguem manter a rotina do sono no final de semana, têm um jet lag social baixo ou mesmo inexistente.

Cerca de 46% das pessoas estudadas reportaram ter reduzido o jet lag social durante a pandemia: quase todos fizeram isso ajustando o horário de acordar para mais tarde, jantando mais tarde e indo para a cama mais tarde. Desse universo pesquisado, ainda 20% dos respondentes dizeram que tiveram um aumento de seu jet lag social, enquanto o restante não apresentou mudanças na rotina do sono.

Segundo esses dados, metade da população segue uma rotina que vai contra o cronótipo natural, ou seja, a tendência mais noturna ou diurna. O que os pesquisadores não esperavam era descobrir que as pessoas que reduziram o jet lag social tiveram mais insônia e estresse durante a pandemia do que os que o mantiveram constante. Uma das hipóteses explica isso apontando que ficar muito tempo na cama reduz a eficiência do sono e torna dormir mais difícil durante a noite.

Perspectivas para o futuro: Os pesquisadores apontam que os próximos estudos devem investigar as mudanças que afetaram a rotina das pessoas mais especificamente, como a situação empregatícia, os relacionamentos familiares, as finanças e a saúde, que podem ter ofuscado os possíveis benefícios de uma redução do jet lag social.

Um dos autores desse estudo, o professor Colin Espie, pergunta: “Quais benefícios na saúde pública poderiam existir caso esse grupo conseguisse reduzir o jet lag social, além do estresse criado pela covid?” .

Ele comenta que a pandemia e o home-office generalizado trouxeram debates sobre onde se deveria trabalhar, mas pouco sobre quando se deveria trabalhar. Um dos aspectos levantados pelo trabalho é o impacto na saúde e felicidade da população trazido pelo foco nas questões acerca da rotina de trabalho e sono, e sua sincronia com a biologia de cada um.

O estudo mostra que forçar a população a se alinhar a uma rotina única funciona para apenas metade das pessoas — há de se estudar como rotinas e padrões novos poderiam ajudar a outra metade, o que poderia ter implicações significativas para a qualidade do sono, bem como da saúde mental e física dos seres humanos mais noturnos.

Chás que são ótimos digestivos

Conheça alguns tipos de chá que são ótimos digestivos, e que você deve ter em casa. São ótimos para tomar logo após o almoço, diminuindo a sensação de inchaço no organismo, muitas vezes causada pela constipação.

São mais saudáveis – e úteis – que o tradicional cafezinho que muitos estão tão acostumados a tomar.

Conheça sete tipos diferentes, com ações diferentes, mas todos bons digestivos.

  1. Chá de Boldo
    O chá de boldo é indicado para quem está enjoado, pois possui algumas propriedades medicinais, sendo um ótimo anti-inflamatório e agilizando o processo de recuperação do corpo ao tratar infecções. Além disso, o fato de ele ajudar na digestão aumenta a sua fama como um bom fitoterápico. Ao mesmo tempo, também ajuda a digerir gorduras, sendo considerado um chá que ajuda a emagrecer. Lembrando apenas que o chá de boldo não deve ser tomado de forma exagerada, pois pode gerar problemas para o fígado, e deve ser evitado por grávidas pelo seu efeito abortivo.
  2. Chá de Hortelã
    O chá de hortelã não apenas ajuda a desinchar como também alivia dores de uma forma geral devido à ação vasodilatadora de suas folhas. Possui propriedades que ajudam a relaxar os músculos, o que evita náuseas e cólicas, além de é considerado um ótimo diurético, sendo especialmente benéfico para pessoas que sofrem com problemas nos rins. É um ingrediente muito utilizado na dieta detox, já que ajuda a eliminar as toxinas do corpo e contribui para o processo de emagrecimento.
  3. Chá Verde
    O chá verde possui cafeína, o que o torna uma boa alternativa ao famoso cafezinho. Ele ajuda a emagrecer por seu efeito termogênico. Possui propriedades antioxidantes e atua como diurético, além de ser muito indicado para quem precisa queimar calorias, já que acelera o metabolismo. Por fim, reduz os níveis de colesterol ruim (LDL), sendo portanto um ótimo aliado do coração.
  4. Chá de Gengibre
    A infusão de gengibre é uma das receitas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Caso você tenha a raiz em casa, é possível cortar pedaços (com casca e tudo, inclusive) e deixá-los ferver na água. A recomendação é tomá-lo antes das refeições, especialmente devido ao seu fator digestivo, mas o chá de gengibre tem outros benefícios, entre eles está o alívio da dor, como cólicas, e náuseas. Também é rico em vitamina C, sendo muito utilizado no combate a resfriados.
  5. Chá de Camomila
    De uma forma geral o chá de camomila é indicado para pessoas que querem se acalmar, já que possui propriedades levemente sedativas. Isso também permite que ele não apenas alivie dores de cabeça, como também combata a insônia e a ansiedade. E além de ser um bom digestivo, alivia dores de cólicas e as causadas por gases.
  6. Chá de Erva Doce
    O chá de erva doce muitas vezes é chamado de funcho, mas isso se trata apenas de um regionalismo, e não de uma espécie diferente da planta. Além de ser um bom digestivo também é fonte de vitamina C, como ocorre o hibisco, e também é conhecido por ser um bom desintoxicante e antioxidante. Com um sabor doce, muitas vezes é tomado antes da hora de dormir, já que também ajuda a relaxar, oferecendo uma noite mais tranquila.
  7. Chá de Erva Cidreira
    Este chá também é conhecido pelo nome de chá de capim-limão, possui muitos benefícios. Ele possui algumas características em comum com o de camomila, como o fato de aliviar dores de cabeça ao servir como calmante. Também ajuda quem o consome a dormir melhor, alivia tanto dores intestinais quanto de cólicas e pode reduzir o nível de estresse. Sendo um bom anti-inflamatório, o chá de erva cidreira é utilizado no combate a esse tipo de doença.