Cachorro-Quente: Origem?; qual é o melhor?

A discussão sobre qual é o melhor cachorro-quente do país e do Mundo é algo que teremos para sempre viva nas discussões do nosso dia-a-dia. A seguir onde ele apareceu primeiro, e algumas variantes interessantes.

O tradicional “hot-dog” apareceu nos Estados Unidos, no início vendida nos estádios – ou próximos deles – de beisebol, na década de 1860, depois do país começar a se recuperar de sua mortífera Guerra Civil.

A receita original é indicada como tendo aparecido num calçadão em Coney Island, Nova York, e teria sido inventada por um açougueiro alemão, Charles Feltman. Sua barraquinha vendia sanduíches com apenas três ingredientes: a salsicha, a mostarda, e o chucrute (um preparado baseado em repolho).

Feltman acabou desenvolvendo um carrinho de vendas, com o qual ele podia caminhar ao longo das praias de Coney Island, junto de um braseiro a carvão para cozinhar salsichas e uma caixa de metal para aquecer o pão. Naquele ano, ele vendeu quase 4 mil sanduíches.

Como o pão era modificado para acomodar a salsicha com maior facilidade, o cachorro-quente logo se tornou um produto desejado para se comer nos momentos de descontração. Por mais que os hot-dogs sejam fruto da cultura norte-americana, muito de sua composição tem origem na Europa.

Afinal, países como a Alemanha e a Áustria disputam até hoje a autoria pela criação da salsicha — componente indispensável para a confecção do sanduíche. Além disso, esse produto só foi chegar aos EUA com a chegada de imigrantes no século XIX.

Os Chachorros-quentes à moda brasileira

Como aconteceu com a pizza, o tradicional cachorro-quente sofreu muitas melhorias e é visto em múltiplas receitas ao longo do Brasil.

Para adaptar o sanduíche ao paladar da nossa cultura, cada região acabou desenvolvendo uma receita própria que se tornou original. Por conta disso, é comum que os brasileiros disputem entre si para ver quem tem o melhor hot-dog do país. Algumas receitas tradicionais que podemos encontrar em algumas partes do Brasil são:

  • Sul: por conta da grande influência dos imigrantes alemães, o cachorro-quente pode conter a tradicional salsicha alemã em sua composição. Além disso, chucrute e mostarda escura são elementos bem-vistos por lá.
  • Rio de Janeiro: a receita de cachorro-quente pode ser bem maluca para quem visita a segunda maior cidade do país. Nesse caso, a pessoa pode acabar encontrando batata palha, vinagrete, calabresa grelhada, ovo de codorna, azeitona, queijo parmesão ralado e até mesmo uva-passa no pão.
  • São Paulo: os paulistas adoram colocar bastante maionese e purê de batata em suas receitas de cachorro-quente. Além disso, milho, vinagrete e ervilha são ingredientes frequentes. O pão, por sua vez, pode ser prensado ou não.
  • Nordeste: o cachorro-quente não é exatamente uma das comidas favoritas dos nordestinos, mas eles também têm suas versões. Na Paraíba, por exemplo, usa-se carne moída bem temperada, ovo de codorna, azeitona, vinagrete, coentro e queijo coalho ralado.
  • Norte: em Manaus, o cachorro-quente ganha o nome de Kikão e leva salsicha, molho de tomate, maionese, batata palha e queijo ralado. Já no Pará, a receita pode ter um molho especial à base de tucupi e folhas de jambu.
  • Centro-Oeste: o cachorro-quente de Brasília é parecido com o de São Paulo, mas também apresenta a tradicional pasta de alho. Em Cuiabá, por outro lado, você pode achar receitas com muçarela derretida, tomate, alface e, às vezes, frango desfiado.

O mais interessante é que o primeiro hot-dog tinha um ingrediente interessante, e com muitas propriedades medicinais, sendo portanto uma das mais saudáveis variações existentes: com o chucrute!

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