Glicose no Sangue

A glicose é a principal fonte de energia para o nosso corpo, e ponto! Portanto ela não é, em si, um sinal de algum problema ou doença.

Parte I: Como o Corpo trabalha o Controle da Glicose

Mais especificamente a glicose é uma forma de açúcar que nosso corpo pode absorver, após quebrar em pequenas partículas microscópicas o alimento que ingerimos, no processo digestivo normal.

Os níveis de glicose no sangue variam ao longo de cada dia, sendo em geral mais baixos após longos períodos de jejum ou sono, e mais altos após as refeições, principalmente após o almoço e a janta, mas também se elevam após café da manhã e lanches.

Nosso pâncreas sente quando o nível de glicose sobe e isso faz com ele – o pâncreas – libere um hormônio chamado de insulina. Basicamente a insulina baixa os níveis de glicose no corpo e atua como uma chave que permite a entrada da glicose nas células de nosso corpo.

Como escrito acima, os níveis de glicose no sangue variam naturalmente, mas existem valores de referência que indicam estamos dentro de um intervalo saudável. Existe, estabelecido pelos médicos um nível de alta taxa de glicose e também outro de baixa taxa. Ambos indicam problemas, e devem nos servir de alerta para que busquemos orientação médica.

Parte II: Porque se Preocupar com isso?

Ao conhecer seus níveis de glicose no sangue ao longo do tempo, podemos compreender melhor o risco de ter diabetes ou, caso já a tenhamos, administrá-la e controlá-la melhor.

Isso é muito importante pois a diabetes é uma das principais causas de morte prematura no mundo, e o número de pessoas afetadas por ela está aumentando continuamente, por diversas causas.

Os níveis elevados de açúcar podem causar danos aos vasos sanguíneos e outras partes do corpo. Portanto as pessoas diabéticas correm um risco maior de ter problemas de saúde mais sérios, como ataques cardíacos, infartes, perda de visão e falhas ou insuficiência renal.

Os diabéticos apresentam um sistema imunológico mais fraco, com mais propensão à infecções, problemas de circulação nos membros inferiores, além de maior possibilidade de danos nos nervos.

Parte III: Como Medir a Glicose no Sangue

Duas são as principais maneiras de se medir a taxa de glicose no sangue – a glicemia. A mais exata é o exame de sangue, mas a mais comum são as tiras dos medidores de glicemia pessoais.

As tiras permitem um conforto e uma gama de medições maiores, permitindo que você mesmo faça suas medições, nas horas ou momentos que seu médico recomendar. Esse tipo de aparelho, vendido nas farmácias, permite que você tenha acesso fácil ao seu histórico de medições. Muito prático para você mesmo acompanhar e colocar os dados corretos nas mãos de um especialista.

As medições são em geral feitas em jejum, na hora de levantar, quando você terá pelo menos 8 horas sem nenhuma alimentação que possa interferir nos resultados.

Para que esteja em pré-diabete uma medição de controle a cada semana pode ser mais do que suficiente, já para quem tem a diabetes tipo 2 uma vez a cada dia é a melhor recomendação. Entretanto para aqueles que tenham a diabetes tipo 1, recomenda-se medir mais de uma vez ao dia.

Confira com o seu médico qual é a recomendação ideal para você.

Parte IV: Quais são os Tipos de Diabetes

Normalmente os médicos classificam as pessoas com glicose elevada em um das quatro categorias abaixo:

  • Pré-diabetes: quando os níveis de açúcar no sangue estão mais altos que o normal, mas não altos o suficiente para ser considerada uma diabetes
    (sem mudanças na alimentação e exercícios, tanto adultos quanto crianças nesta situação podem evoluir para a diabetes tipo 2)
  • Diabetes tipo 2: esse é o tipo mais comum e ocorre quando o corpo consegue ainda produzir insulina, mas a utiliza de forma deficiente. Embora a diabetes tipo 2 em geral se desenvolva em pessoas com mais de 45 anos de idade, eventualmente se manifesta também em idades menores. O risco de diabetes tipo 2 é maior para pessoas acima dos 45 anos, que tenham sobrepeso, sedentárias ou com histórico familiar. O risco também aumenta caso a pessoas tenha tido diabetes gestacional (um outro tipo de diabetes, menos comum)
  • Diabetes tipo 1: representa apenas 10% de todos os casos de diabetes, e embora seja a forma mais comum de diabetes em crianças, pode ocorrer em qualquer idade. Ela aparece quando o sistema imunológico da pessoa destrói as células do pâncreas que produzem a insulina. A perda da capacidade de produzir a insulina aumenta os níveis de glicose no sangue persistentemente. Este tipo de diabetes tem como consequência a necessidade de repor a insulina diretamente no corpo.
  • Diabetes Gestacional: está é uma condição que afeta algumas mulheres durante a gravidez, sendo uma condição temporária. É causada pela ação de hormônios presentes durante a gravidez, que alteram a forma como o corpo é capaz de usar a insulina, causando níveis elevados de glicose.

Parte V: Como Administrar os Níveis de Glicose no Sangue

Para a maioria das pessoas com algum tipo de diabetes (exceto a pré-diabetes) o uso de remédios ou mesmo insulina será necessário para regular os níveis de glicose no sangue, o que sempre requer acompanhamento médico.

Para todos ter uma alimentação mais saudável e equilibrada, praticar exercícios – mesmo que moderados – e eliminar completamente o tabaco, é o que vai manter a redução das taxas de glicose no sangue de forma mais efetiva e permanente.

A base de uma dieta considerada saudável passa por comer frutas, legumes, verduras, grãos integrais, ao mesmo tempo que se evita uma ingestão maior de açúcar, de forma direta, através de bebidas mais doces ou de uma maior ingestão de carboidratos (pão, massas, biscoitos).

A maneira de preparar a comida também influencia, e bastante. Grelhar ou assar é sempre mais saudável que fritar. Além disso tanto os horários das refeições quanto as quantidades ingeridas, são tão importantes quanto o que você come. Seu médico – ou um Nutricionista por ele indicado – pode indicar um padrão adequado para cada pessoa.

Os exercícios farão um papel preponderante para que você mantenha em níveis adequados suas taxas de glicose no sangue, de forma permanente, e até se reduza o volume de remédios que precisarão ser tomados por toda a vida(*)

Converse com seu médico para saber se você está saudável o suficiente antes de começar a fazer exercícios pela primeira vez. Em caso positivo a maioria dos médicos determinará uma rotina de exercícios entre 20 a 30 minutos diários – se possível ao longo dos 7 dias da semana – com atividade moderada (lembre-se: você está precisando viver melhor, não se tornar um atleta profissional). Isso inclui caminhadas rápidas ou uso de esteira e/ou bicicleta, tarefas domésticas, subir de escadas e não de elevador, levantar para pegar um copo de água num bebedor mais distante – e não trazer uma garrafa cheia de água.

(*) note bem: a diabetes não tem cura, mas pode ser controlada e em alguns casos até mesmo não mais precisar usar remédios específicos, com uma alimentação mais saudável, e uma rotina diária de exercícios; lembrando que só no Brasil ela atingem cerca de 17 milhões de pessoas.

Quer saber mais sobre as pseudo-curas da diabetes? então clique aqui

Valores de Controle da Glicemia:

Valor da Glicemia Indicação
menor que 70 mg/dLhipoglicemia
entre 70 e 99 mg/dLnormal
entre 100 e 125 mg/dLpré-diabetes
acima de 126 mg/dLdiabetes

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